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sexta-feira, 7 de março de 2014

Mel no pote

Mel de abelha em favos feitos diretamente no pote de vidro 

Olá pessoal,

Além de gostar de jardinagem, também arrisco na área de apicultura, possuo algumas caixas de abelhas africanizadas e de abelhas Jataí (sem ferrão), a organização e a vida social das abelhas me atrai muito, fico admirado com a capacidade delas.
Caixa de abelha Jataí

Como não existe jardim sem abelhas, resolvi colocar uma de minhas ultimas experiências com a apicultura, um dos maiores problemas do mel está na manipulação, se o mel não sofre manipulação, não sofre possíveis contaminações, pensando assim, se conseguirmos produzir mel sem manipulação ele seria muito mais limpo e puro.

Há um tempo vi um mel produzido dentro do pote, e resolvi reproduzir, segue a experiência, ficou bem legal.

A princípio você deve pegar uma tábua do tamanho da caixa furada com serra copo, que tenha o tamanho da boca do vidro.
Tábua de eucalipto furada com broca serra copo


Devemos pregar a tábua em uma caixa de ninho e colocar esta tábua sobre uma caixa de abelha, e cobrir o ninho com a tampa, impedindo o acesso das abelhas á parte externa do vidro e mantendo o vidro sem insolação direta, o que pode aquecer o interior da caixa e derreter a cera das abelhas.

Ninho pronto para ser colocado na caixa de abelha


A caixa com os vidros deve ser colocada sobre a caixa das abelhas, permitindo o acesso das abelhas apenas à parte interna do vidro, elas irão trabalhar na cera alveolada colocada dentro do vidro e enche-lo de mel.

vidros com favos de mel operculados


O produto final é bem interessante, nesse caso estamos comercializando, a princípio, o vidro de mel a R$15,00, não sei se tem saída comercial, por enquanto é um teste, mas pra quem não conhece a apicultura, é bem interessante.

Vidros com favos construídos por apis


Esta é apenas uma experiência nova nossa na apicultura, continuamos produzindo o mel convencional e o própolis.
Já a criação de abelhas sem ferrão, não é muito comercial, é apenas pelo prazer e por serem bem mais amigáveis...


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cultivo de Physalis (Uchuva, Juá de Capote, Golden Berry ...)

Physalis peruviana - Golden Barry - Uchuva 

Há um tempo, descobri em reportagens uma fruta que até então não conhecia, o nome científico da tal fruta é Physalis Peruviana, conhecida como Uchuva na Colômbia, como Golden Berry nos Estados Unidos e depois soube que também é nativo em áreas de cerradão, conhecida em nossa região como Juá de Capote, só que em nossa região seria outra subespécie. Interessado, resolvi plantar e fiz um passo a passo, para registrar minha experiência e postar no blog, então...

1º Passo - adquirir as sementes.
Como ouvi falar muito bem, segundo reportagens seria uma fruta deliciosa, que além de tudo ainda traz benefícios á saúde, como não contive minha curiosidade, comprei as sementes no site tabutins, juntamente com sementes de Quinua (tema para outro post). Com as sementes em mãos, parti para o segundo passo.

2º Passo - planejamento.
O planejamento se iniciou como sempre, a partir de uma análise de solo, na qual planejei toda a implantação do pequeno pomar. Com pesquisa na net mesmo, levantei as pesquisas que existem sobre a planta no Brasil, apesar de poucas, existem algumas pesquisas no Rio Grande do Sul, apesar do clima ser bem diferente, acredito que algumas coisas se aplicam ao nosso clima. No caso da adubação, planejei tudo utilizando as recomendações de adubação para a cultura do Tomateiro.

3º Passo - Plantio.
Para o plantio das sementes adquiridas, utilizei os seguintes insumos:
- Substrato comercial para mudas de hortaliças.
- Bandeja de isopor para mudas de hortaliças com 128 células (ideal para tomateiros) para teste, fizemos mudas também em copos descartáveis (foto a baixo) furados no fundo para escoamento da água.
O semeio foi realizado no dia 13 de Janeiro, o local do semeio possui 900 metros de altitude, foram semeadas todas as sementes compradas, um total de 80.
Por erros no percurso, a bandeja infelizmente pegou uma chuva básica, e pelo erro no manejo, algumas sementes retardaram a germinação, por isso as sementes germinaram de 13 a 19 dias após o plantio. Nesse período a bandeja foi mantida em um local bem arejado e com pouca insolação, para preservar a muda pós-germinação. A irrigação foi realizada duas vezes ao dia, pela manhã e á tarde utilizando uma bomba de pulverização, visto que a aplicação da água em gotas grandes poderia retirar a semente da célula.

Germinação da semente de Physalis peruviana

4º Passo - Adubação da muda.
Como todo substrato comercial possui poucos nutrientes, muitas vezes insuficientes ao bom desenvolvimento da planta após a germinação, resolvemos realizar adubações nas mudas semanalmente até o transplante para as covas.
As adubações realizadas foram divididas em 4 aplicações, sendo a 1ª no plantio e as outras distantes oito dias entre uma e outra, sendo pulverizadas na água de irrigação e após a aplicação foi realizada uma aplicação de água, para lavar o adubo das folhas.
As adubações foram realizadas da seguinte forma:
1ª – aplicação de MAP (Monoamônio Fosfato) com 10 gramas em 1,5 litros d’água.
2ª – aplicação de Micronutrientes + MAP
3ª – aplicação do adubo 15-15-20 (NPK), 10 gramas em 1,5 litros d’água.
4ª – aplicação do adubo 15-15-20 (NPK), 10 gramas em 1,5 litros d’água.
A baixo podemos ver a diferença entre uma muda adubada e outra muda cultivada apenas no substrato, a qualidade é indiscutível.

Mudas de Physalis em bandeja e copo descartável reutilizado, com e sem adubação.


5º Passo – Preparação das covas para o transplantio.
O preparo das covas foi feito 13 dias antes do transplantio, abrindo covas de 40 por 40 cm e 40 cm de profundidade, aplicando em cada cova 150 gramas do adubo granulado NPK 04-14-08, mais 100 gramas por cova de Torta de Mamona, que é um ótimo adubo orgânico. O adubo foi incorporado á terra retirada da cova e toda a terra voltou para a cova, sendo marcada e deixada em descanso até o dia do transplantio da muda.

6º Passo – Transplante das mudas para o solo.

Mudas de Physalis peruviana

As mudas foram transplantadas cerca de 30 dias após o semeio na bandeja, de todas germinadas foram escolhidas as 10 melhores mudas e transplantadas para as covas nos locais adubados anteriormente. Após o transplante das mudas, colocamos alguns pedaços de garrafa PET para impedir o ataque de formigas ás plantas (antes prevenir).
Muda recém transplantada na cova
Garrafa para evitar corte por formigas.
Mudas se desenvolvendo muito bem

7º Passo – Adubação de cobertura.
Foram planejadas adubações de cobertura, sendo as primeiras com MAP colocando 6 a 8 gramas por cova e as outras com 20-00-20 aplicados com distância de 30 dias entre uma cobertura e outra, mas foi realizada apenas uma adubação de cobertura, 30 dias após o transplantio.

8º Passo – Condução.
Para a condução das plantas, foram colocados bambus ancorados por fios de arame e amarrados entre eles cordas de nylon, para conduzir as plantas enquanto crescem, como é feito com a cultura do tomate.
Physalis conduzida com fitilhos

8º Passo – Desbrota.
Foram realizadas quatro desbrotas durante o desenvolvimento da planta, eliminando os brotos nas axilas das plantas, retirando os brotos ladrões e facilitando assim o desenvolvimento da planta.

Floração:
Flor da Physalis peruviana

As primeiras flores apareceram cerca de 65 dias após a semeadura, emitindo flores saudáveis e que vingaram, sem ocorrência de aborto de flores.

Problemas no cultivo:
Durante o período do cultivo foram identificados três problemas apenas, sendo um ataque de gafanhoto, se alimentando das folhas, ataques da lagarta nos frutos, que entram no cálice e se alimentam dos fruto ocorreu também o ataque de ácaro, causando deformação no cálice das plantas e rachaduras nos frutos, causada possivelmente por stress hídrico.
Ataque de ácaros em fruto de Physalis
Ataque de Lagarta ao fruto de Physalis
Fruto atacado por Lagarta

Nenhum ataque foi severo, por isso foi possível a convivência com as pragas com uma pequena perda de frutos.

Conclusão:
A meu ver o cultivo foi bem sucedido, visto que a produção apesar de não mensurada, foi bem grande, pois mesmo dando os frutos para quem quisesse, não conseguirmos consumir todos os frutos de 10 pés.
Como opinião particular, indo contra todas as propagandas e reportagens que assisti não gostei do gosto da fruta, então quando colhemos as primeiras frutas, desanimamos em cuidar e quantificar a produção para ter mais dados, o gosto lembra uma mistura de gosto de tomate com coquinho amarelo, é diferente...
Para quem quiser cultivar, acredito que se fizer como foi feito a cima, acredito que terá um bom resultado final.
Fruto ainda verde

Physalis já madura pronta para a colheita

Visão do cultivo de Physalis peruviana

Quem tiver alguma experiência ou crítica, nos envie, só assim melhoramos nossas experiências...

Segue um vídeo explicativo interessante...




sábado, 5 de outubro de 2013

Planta em vaso oculto


Surgiu a ideia de montar um vaso com uma planta em pedriscos, de forma que não haveria terra, teria que ser uma planta que sobreviva apenas em água, então fizemos a escolha pela Dracena, nesse caso o Bambu da sorte, que já tínhamos, depois disso compramos um vaso de vidro e os pedriscos, queríamos um vaso limpo com pedriscos, mas que não ficasse verde,  visto que a incidência solar sobre um vaso transparente e úmido favorece o crescimento de algas que sujam todo o vaso, como na foto a baixo.



Devido a isso optamos por utilizar dois vasos, um oculto dentro do outro, nesse caso temos um vaso com que fornecerá água para as planta e que não aparecerá. Então temos uma planta viva e com água nas raízes, a qual acrescentamos água de tempos em tempos. Por fora temos um vaso transparente e limpo, sem água no fundo e sem algas verdes, o que dá um visual limpo ao vaso. Abaixo vemos o esquema de como montar o vaso.



Como a planta não está sobre solo, está apenas em água, não possui nutrientes suficientes para crescer rapidamente, ela sobrevive com os nutrientes que entram com a água que acrescentamos esporadicamente, por isso em anos ela crescerá apenas alguns centímetros, permanecendo muito tempo da mesma forma.


 Vejam então o resultado:



Terrários.


Vi uma reportagem legal no hoje em casa .com sobre terrários, projetos legais de terrários construídos dentro de lâmpadas e jarros de vidro. No blog tem uma reportagem legal com um vídeo bem prático demonstrando na íntegra como montar o terrário dentro de uma lâmpada, que não é muito fácil.
Nisso resolvi colocar aqui o terrário que resolvemos fazer ha um tempo, ficou bem legal, utilizamos algumas suculentas que já tínhamos, e pedaços de suculentas, que com um tempo criam raízes e se desenvolvem muito bem.

Optamos pelas suculentas para que não precisássemos irrigar com frequência, visto que o frasco escolhido era um frasco aberto, no caso de ser fechado, poderá ser plantas folhosas que dará muito certo.
Note que fizemos com apenas terra no fundo e as pedrinhas cobrindo a terra, ficando uma aparência bem clean... da certo nesse caso porque a irrigação será pouca e em dias distantes um do outro, para folhosas que o ambiente deverá ser mais úmido deverá haver no fundo uma camada apenas de cascalho.



Custo da produção do terrário:
Frasco de Vidro: ........ R$ 6,00
Pedriscos: .................. R$ 1,90
Plantas: ...................... R$ 0,00 utilizamos pedaços de suculentas que já possuíamos.
Total: .......................... R$ 7,90
Para quem não possui suculentas em casa, em grandes supermercados que comercializam plantas a gente encontra suculentas em pequenos vazos em torno de R$ 2,50.
Para um objeto de decoração, o preço sai bem em conta...


terrário, arranjo de suculentas, plantas em vaso de vidro, jardim de suculentas

sábado, 19 de novembro de 2011

Gnomos de Jardim


Gnomo vem do grego Gnosis e significa saber, acreditava-se que possuíam conhecimentos sobre a terra, principalmente onde encontrar pedras e metais. Assim nasceram varias lendas sobre estes seres fantásticos e foram apresentados ao mundo como poderosos jardineiros, no caso de gnomos de jardim, é claro. Acredita-se que se os colocarmos no jardim eles ajudarão a cuidar dele, mantendo-o sempre lindo.  Várias são as histórias, mas a verdade é que Gnomos representam harmonia, sorte e ainda enfeitam ainda mais o jardim! A maneira mais comum de se representar um Gnomo é a tradicional barba branca, gorro vermelho, botas e sempre sorridente, as variações são infinitas e com certeza você vai encontrar uma que combine com você e seu jardim.
Seguem alguns exemplos de Gnomos indicados para seu jardim.


























segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Adubo Orgânico Caseiro - Bokashi



Bokashi é uma palavra Japonesa que significa Composto Orgânico, e é um composto obtido com a fermentação de farelos por microorganismos, tal insumo melhora a capacidade química do solo, disponibilizando nitrogênio, fósforo, potássio (NPK) e outros nutrientes, e a capacidade microbiológica, inserindo microorganismos benéficos junto ao substrato.
Sempre surgem dúvidas de como fazer um adubo orgânico para suas orquídeas, flores, hortaliças, gramado, que não tenha aditivos químicos em sua composição, e o Bokashi é uma ótima opção que dá um pouco de trabalho, mas o resultado é rápido e comprovado.
Para fazer o Bokashi você precisará dos seguintes insumos:
Insumos para Bokashi

- Farelo de Arroz – 50 Kg
- Farelo de Algodão – 20 Kg
- Farelo de Soja – 10 Kg
- Farelo de osso – 17 Kg
- Farinha de Peixe – 3 Kg
- Termofosfato – 4 Kg
- Carvão Moído – 20 Kg
- Melaço – 0,5 Litros
- EM/4 – 0,5 Litros
- Água – 35 Litros

O EM/4 é um preparado de microorganismos que aceleram o processo de fermentação da mistura, esse pode ser adquirido por compra, ou você mesmo pode fabricar seu EM/4 pelo seguinte procedimento:
- Cozinhe 1 Kg de Arroz sem óleo nem sal ou tempero (pode acrescentar açucar mascavo)
- Coloque o arroz em uma telha de barro
- Cubra a telha com uma tela pequena ou sombrite, para impedir que animais comam.
- Coloque a telha em uma mata fechada e preservada.
- Cubra o Arroz com as folhas secas do chão da própria mata.

- Deixe-a no local por 30 dias, período em que a massa desenvolverá fungos de vários tipos.
- Elimine todas as colônias de cor escura (Cinzas, pretas e amarronzadas).

- Dilua a massa em 10 litros de melaço ou garapa aferventada.
- Deixe a mistura por 10 dias em um balde em local escuro e fresco.
Assim você terá seu EM/4 pronto para o uso.
Para a mistura do Bokashi devemos misturar todos os ingredientes secos, acrescentar água aos poucos e depois acrescente o melaço e o EM/4.

Para uma correta fermentação deve-se manter uma umidade de 50%, o excesso de umidade ocasiona o apodrecimento do composto, depois de misturado e com a umidade correta o composto deve ser coberto com um saco de algodão, mantendo a umidade e respiração.

O composto não deve utrapassar 50graus de temperatura, em condições normais dentro de 20 horas de misturado o composto atinge os 50 graus, para evitar o excesso de aquecimento antes do aquecimento excessivo o composto deve ser misturado e umidificado se necessário.
Bokashi em fermentação com hifas de fungos.

Em condições normais dentro de 10 dias o composto já está estabilizado e pronto para a utilização.
Bokashi estabilizado

O composto deve ser aplicado em canteiros na quantidade de 200 gramas por metro quadrado, ou 20 gramas por planta no caso de vasos, a adubação pode ser repetida a cada 90 dias, em quantidades decrescentes.
Orquidea Adubada com Bokashi


 Agora sim, sua horta orgânica e suas flores ficarão bem mais bonitas....